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13/01/2008
McCain em Michigan

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Mccain o inimigo dos imigrantes

John McCain, o favorito republicano à investidura do partido à eleição presidencial americana de novembro, faz campanha no Michigan (norte) optando pela franqueza no discurso, num momento em que o espectro da recessão atemoriza os Estados Unidos.Antes das primárias republicanas do dia 15 de janeiro, o senador pelo Arizona, 71 anos, fez um comício em Detroit, cidade que sofreu em cheio a crise do setor automotivo americano. Os três construtores nacionais, Ford, General Motors e Chrysler suprimiram dezenas de milhares de empregos nos últimos anos.

"Teria vergonha e me sentiria incomodado em dizer que alguns desses empregos vão retornar", disse ele. "Sinto-me, no entanto, orgulhoso de anunciar que posso trazer empregos, novos e bons empregos ao Estado de Michigan", prosseguiu McCain, estimando que o governo deve ajudar na capacitação de trabalhadores desempregados.

Esta forma franca de falar contrasta com os discursos dos concorrentes à indicação republicana, eles também em campanha no Michigan. "Não quero perder empregos na indústria do país", declarou o adversário Mitt Romney, um riquíssimo empresário mórmon filho de um ex-governador do Michigan, entrevistado pela rede de televisão local Fox 2.

O ex-governador do Arkansas, Mike Huckabee, havia estimado na sexta-feira que era possível fazer retornar os empregos no Michigan, desde que fossem criadas condições favoráveis.

No momento, os dois estão atrás nas intenções de voto de John McCain, que deu um salto espetacular após a vitória de surpresa nas primárias de New Hampshire (nordeste) no dia 8 de janeiro, segundo uma pesquisa realizada em nível nacional pela rede de televisão CNN publicada sexta-feira.

Ele obteria 34% dos votos republicanos, contre 13% há um mês, ganhando distância de Mike Huckabee (21%) e Mitt Romney (14%). O ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani vem bem atrás, com 18% das intenções de voto.

Do lado democrata, a mesma pesquisa dá a Hillary Clinton um avanço confortável em relação ao grande rival Barack Obama: a ex-primeira-dama recolheria 49% das intenções de voto contre 36% dadas ao senador por Illinois.

A pesquisa mostra também que os eleitores colocam a economia na frente em relação aos assuntos considerados determinantes para a eleição de um presidente, em meio aos sinais de recessão que se acumulam nos Estados Unidos.

Hillary Clinton apresentou sexta-feira um plano de abertura de um fundo de US$ 70 bilhões, que viriam principalmente em ajuda aos lares tocados pela alta dos preços da energia a às famílias ameaçadas pela crise imobiliária.

Ela esteve sábado em campanha em Nevada, onde Barack Obama levantou o entusiasmo sexta-feira durante um discurso para os integrantes do sindicato da restauração, que dão apoio a ele.

AFP


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