09/11/2007 Militar chilena que teve fotos roubadas
A subtenente do Exército chileno Marisol Vargas, 23 anos, que teve roubadas fotos em que aparecia em momentos íntimos com o namorado, também militar, afirmou que, após a circulação das fotos na instituição, passou a ter a impressão de que "caminhava nua pelo Exército".Em entrevista ao Terra Chile, Vargas afirmou ainda que a idéia de tirar as fotos foi dos dois e que "não tem por que estar arrependida de sua intimidade". Ela contou também que ficou sabendo que todos haviam visto as imagens quando um suboficial que trabalha com ela lhe contou.
A subtenente acabou de receber o apoio da ministra do Serviço Nacional da Mulher do Chile, Laura Albornoz, que criticou qualquer tipo de discriminação que afete as mulheres no país. Na próxima segunda-feira, Marisol deve se encontrar com o chefe do Exército, General Oscar Izurieta, a quem pedirá que os responsáveis pela circulação das fotos sejam punidos.
Depois do incidente, todos os seus planos foram por água abaixo. Seus superiores lhe disseram que, devido a transtornos de personalidade, afetivo e alimentar, ela não era apta para a vida militar. A seu namorado, com quem ela estava de casamento marcado para o dia 17 de agosto, recomendaram que não trocasse alianças com Vargas, transferindo-o para uma outtra localidade.
Ela alegou que os reais motivos de dua saída do Exército se devem à circulação das fotos íntimas, que teriam sido roubadas de seu computador pessoal por um outro oficial. Além disso, garantiu que sofre de bulimia e anorexia em decorrência das pressões que sofreu no Exército após a circulação das fotos, o que fez com que ela perdesse 20 kg em apenas dois meses.
Mas, apesar de tudo, a subtenente garante que o namorado não seguirá as "recomendações" do Exército. O casal, que está junto há cerca de um ano e meio, oficializará a união em 23 de novembro no civil e em janeiro no religioso.