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Martina Hingis anuncia sua aposentadoria pela segunda vez
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A suíça Martina Hingis anunciou, nesta quinta-feira, sua segunda e definitiva aposentadoria do tênis profissional. Ela disse ter sido notificada sobre o resultado positivo de um exame antidoping, que acusou a presença de cocaína, negou o uso de drogas e abandonou o circuito.
"Acho essa acusação tão horrenda, tão monstruosa, que decidi enfrentá-la de frente e divulgá-la. Estou frustrada e furiosa, acredito ser 100% inocente", declarou a ex-número um do mundo. Foi o teste realizado após a derrota para a norte-americana Laura Granville, em Wimbledon, que apontou o uso de cocaína.
Prevendo os problemas que teria para se defender e a demora do processo, Hingis resolveu deixar o tênis para trás. "Não quero passar os próximos anos de minha vida apenas lutando contra os dirigentes do doping. O fato é que é cada vez mais difícil para mim, fisicamente, continuar jogando em alto nível. E, francamente, acusações como essa não me dão exatamente a motivação para tentar."
A suíça, 27 anos, deixa o tênis com cinco títulos de Grand Slam. Campeã do Aberto da Austrália com apenas 16 anos em 1997, ela fez uma grande temporada, triunfando também em Wimbledon e no Aberto dos Estados Unidos. Nos dois anos seguintes, voltou a erguer o troféu na Austrália.
Com problemas decorrentes de uma lesão no tornozelo, Hingis já havia anunciado a aposentadoria em 2002, mas voltou ao circuito quatro anos depois. Apresentou bom desempenho e retornou ao grupo das melhores do mundo, mas novas lesões e o caso de doping em Wimbledon a fizeram desistir definitivamente.
Segundo a agora ex-tenista, a acusação de doping tem várias inconsistências. "Eles dizem que a cocaína aumenta a auto-confiança e cria um tipo de euforia. Não sei. Sei apenas que, se eu fosse tentar acertar a bola em um estado de euforia, simplesmente não funcionaria."
Hingis disse ter sido submetida a um teste particular com um fio de cabelo, cujo resultado foi negativo para cocaína. A contra-prova do exame de sua urina, no entanto, deu positivo. "Acho que seria impossível manter a coordenação sob efeito de drogas. E sei uma coisa: eu ficaria horrorizada se usasse drogas", acrescentou.
A suíça contratou um advogado, que já teria encontrado diversos erros no processo. "Ele está convencido de que os oficiais do controle de dopagem não levaram o processo como deveriam. Eles não seriam capazes nem mesmo de provar que a urina usada no teste realmente é minha."
Após o anúncio de Hingis, a WTA informou não ter recebido qualquer informação oficial sobre o doping. O chefe executivo da entidade, Larry Scott, lembrou que "na área do controle de dopagem, todos os atletas são considerados inocentes até que se prove o contrário".
Em um comunicado, o dirigente também teceu elogios à carreira vitoriosa da suíça. "Martina Hingis é uma tremenda campeã e um ídolo por todo o mundo. Ela sempre será respeitada, não apenas por ter sido número um do mundo, seus cinco títulos de simples em Grand Slams, seus nove títulos de duplas em Grand Slams e seus dois Masters, mas também por sua incrível habilidade, inteligência e profissionalismo", conclui Scott.
Redação Terra