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O professor David Zald transforma sua casa em um "laboratório do medo" durante o Dia das Bruxas
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No laboratório da Universidade Vanderbilt, em Nashville, no Estado americano do Tennessee, o professor de psicologia David Zald estuda como os adultos reagem ao medo. Em sua casa, durante a época de Halloween, ele observa como crianças se ajustam a essa emoção humana tão contraditória.
Zald transformou sua casa em um "laboratório do medo" durante o Dia das Bruxas - com direito a prêmios para quem enfrentá-lo. Esqueletos saem de trás das árvores assustadoramente e uma densa névoa cerca a residência. O objetivo é a diversão, mas Zald também gosta de observar o,comportamento das crianças.
"Elas querem os doces, mas não têm certeza se querem entrar na casa", diz Zald, que também costuma se fantasiar durante o Dia das Bruxas. Segundo ele, ao final do dia, até mesmo mais novos não ficam mais assustados com os "fantasmas". "Eles controlam seus medos para que possam receber os doces, e assim aprende uma lição saudável", explica.
Segundo especialistas, o medo é um sentimento negativo, mas, para milhões de pessoas, ele está desativado. Mesmo assim, as pessoas adoram filmes de terror e celebram o feriado de Halloween todos os anos. "Um dos aspectos mais estranhos é a disposição humana de pagar para sentir medo", diz Zald.
Há explicações científicas para isso. Psicólogos dizem que há recompensas químicas no nosso cérebro quando nós experimentamos o medo. E hormônios induzidos pelo medo, como a adrenalina, podem ser prazerosos.
"Parte da diversão do Halloween é que experimentamos o medo de uma maneira controlada", explica o professor da Universidade de Michigan, Stephen Maren. "As pessoas aproveitam a diversão e as surpresas, mas se colocam em situações onde eles não estão realmente em perigo".
Redação Terra