|
|
|
|
Hillary em um de seus debates.
|
|
A bordo do avião de campanha de Hillary Clinton ainda estão alguns balões que formam a imagem da candidata. Costumavam ser quase do tamanho natural, mas ultimamente andam bem murchos.Da mesma forma, a candidatura da senadora, que já foi tão animada, persiste, mas claramente já não tem tanto gás. A platéia é cada vez menor, a atenção da mídia está diminuindo, e mesmo alguns simpatizantes já aderem aos apelos para que ela renuncie e ajude a unificar o Partido Democrata em torno de Barack Obama.
A voz de Hillary está ficando mais rouca e menos vibrante, mas nesta semana, em campanha na Dakota do Sul, ela ainda fala como alguém que tem chances de ser a indicada do partido.
"Tem muita gente dizendo que era para encerrarmos logo isso. Bom, eu nunca fui impaciente com a democracia", disse ela. "Acho na verdade que deixar as pessoas votar é realmente bom e é algo que tem servido bem ao nosso país há muitíssimos anos."
A Dakota do Sul será o último Estado a realizar eleições primárias, no próximo dia 3, junto com Montana. Antes disso acontecem as disputas de Kentucky, Oregon (ambas no dia 20) e Porto Rico (1º de junho).
Apesar de seu comitê acumular dívidas, Hillary pretende ficar na disputa até o final. Ela está atrás de Obama em votos obtidos, em delegados eleitos e em apoio de "superdelegados", caciques partidários cujo voto na convenção nacional de agosto é livre.
Mas, enquanto antes a senadora tinha quatro ou cinco eventos de campanha por dia, agora faz apenas dois ou três. Um dos dois assessores de imprensa foi dispensado, e a comitiva de jornalistas que a seguem mal enche um ônibus - antes, eram necessários dois veículos. Quando desce do avião, Hillary sorri e acena, mas não há ninguém para esperá-la.
Os balões, presente de um simpatizante no mês passado, costumavam mostrá-la sorridente e colorida - balões amarelos para os cabelos, cor-de-rosa para os lábios e pretos para o seu habitual terninho.
É como se agora, murchos, eles refletissem o clima em torno de Hillary, que no entanto promete ir até o final, comparando-se a um time que não deixa o campo antes do apito final, mesmo se estiver sendo massacrado pelo adversário.
Reuters